joelhoENTORSE DO JOELHO EM ESPORTES DE CONTATO

Devido ao grande número de acessos no site e no blog, verifiquei que existe grande interesse por parte dos praticantes de esporte de contato em relação a lesões esportivas, como preveni-las e tratá-las.
Essa matéria foi elaborada por profissionais experientes em medicina esportiva, na qual seguem informações e dicas para que a prática do esporte seja satisfatória e saudável.
Uma das lesões mais encontradas nos praticantes de esportes de contato é o entorse do joelho, uma articulação que suporta o peso do corpo e ao mesmo tempo serve de apoio para mudanças bruscas de direção no gesto esportivo (golpe, drible, ataque, taquear).
Em geral, o peso está apoiado sobre o joelho, com o pé preso ou aderido no piso, e o joelho é forçado para dentro, com lesão das estruturas internas (mediais), podendo haver um componente de rotação, o que agrava o quadro.
Dependendo da força e da continuidade do movimento, vários graus de lesão podem ser originados, desde apenas a lesão do ligamento colateral medial, uma estrutura periférica e que é a primeira a estabilizar este movimento, passando pelo menisco medial, uma estrutura já dentro da articulação até chegar no ligamento cruzado anterior, o eixo central da articulação e que, quando lesado, origina um inchaço importante do joelho que pode ser acompanhado de um estalo audível.
· Ligamento Colateral Medial: é uma estrutura fora da articulação e portanto, quando lesado, pode se regenerar pela cicatrização espontânea e fisioterapia, retornando o atleta à atividade após um período de 3 a 6 semanas, dependendo do grau de lesão do ligamento.
· Menisco Medial: já é uma lesão mais grave, que afeta uma estrutura dentro da articulação, levando a um derrame (inchaço da articulação), necessitando de uma avaliação mais criteriosa, muitas vezes complementada através de ressonância magnética do joelho, e que pode, dependendo da lesão, necessitar de uma artroscopia (pequena cirurgia) para o seu tratamento, com um tempo de retorno variando de 2 a 3 meses.
· Ligamento Cruzado Anterior: é uma lesão grave, que gera uma instabilidade do joelho em movimentos de rotação e mudança de direção, o que, em muitas situações exige o tratamento cirúrgico para a sua correção, reconstruindo o ligamento lesado com o uso de um enxerto vizinho (tendão patelar, tendão do semitendíneo, etc), afastando o atleta por mais de 6 meses de suas atividades.
Uma boa maneira de prevenir os traumas na articulação é manter uma musculatura bem condicionada, forte e alongada, evitar praticar esportes em excessiva fadiga e em pisos muito aderentes.
De qualquer modo, se houver alguma lesão, a mesma deve ser avaliada e tratada precocemente, para o reestabelecimento integral do atleta antes do retorno à atividade física, pois muitas vezes encontramos lesões que são agravadas ou que levam a lesões secundárias decorrente de um não tratamento ou tratamento inadequado.
Se você tem dúvidas sobre lesões, ou o que fazer quando tem uma, segue algumas perguntas e respostas, que David Homsi – Consultor Webrun da seção Fisioterapia reuniu com base no livro Traumatologia Desportiva, para que você saiba como é e/ou acontece uma lesão.

1- O que de vemos fazer quando um atleta sofre um estiramento muscular?

Devemos proteger a área com a lesão, ou seja, repouso do membro afetado, gelo, compressão e elevação. O gelo deve ser colocado junto à compressão, para que não ocorra um hematoma local e funcione como analgésico. Ele deve ser utilizado nas primeiras 48 horas, em média de 15 a 20 minutos. O encaminhamento ao médico deve ser de imediato, e o tratamento fisioterápico também.

2- Quais os melhores exames para avaliar uma lesão muscular? Quais informações estes exames revelam?

As lesões musculares podem ser avaliadas por métodos de diagnóstico por imagem, como a ultra-sonografia e ressonância magnética. Segundo os métodos de imagem, as informações mais importantes são: músculo lesado, local de ruptura, tamanho da lesão, tamanho da lesão em relação a área da lesão.

3- Quando se pode iniciar a fisioterapia no atleta com estiramento muscular?

Assim dado o diagnóstico pelo seu médico, a fisioterapia é de suma importância para o atleta, pois trabalhamos todo organismo sem sobrecarregar a região com a lesão. A utilização de técnicas como analgesia, eletroterapia, cinésioterapia e propriocepção auxiliam na recuperação da área lesada, fazendo com que o atleta retorne à pratica esportiva da melhor maneira possível.

4- Hidroterapia ajuda?

Sim, apesar de não ser usada em fases iniciais da lesão, ela é um excelente método para diminuir estresse muscular. Devido a força de empuxo da água, que funciona como atenuante de força gravitacional, o atleta numa fase mais precoce realiza exercícios mais intensos, melhorando sua função no retorno ao esporte.

5- Quais esportes os atletas mais se lesionam?

Todos, mas não se assustem, em esportes de contato a probabilidade de lesões é maior. Já em esportes em que não há contato as lesões se da por overtraining/ overuse, acidentes em treinos, entre outros.

6- Quem usa esteróides anabolizantes está mais susceptível a lesões musculares?

Sim, o uso de anabolizantes causa hipertrofia acentuada no ventre muscular e ao mesmo tempo, proporciona um enfraquecimento na transição miotendinosa (músculo tendão ).

7- Podemos prevenir lesões musculares no esporte?

Esta é uma pergunta sem resposta definida. O que sabemos é que podemos minimizar o risco de lesões ao: aquecer e alongar antes das atividades, fazer algumas especificidades de treinamento (cuidado com os treinamentos em grupo), treinar força, potência, precisão na técnica de movimentos, fazer avaliações clínicas freqüentes (em média duas vezes por ano) como: ergoespirométrico, isocinético. E monitoramento do atleta com os surgimentos de sinais e sintomas que possam indicar fadiga muscular, que podem anteceder o aparecimento de lesões.
Por Dr. Wagner Castropil
Boa saúde para nós!!

rostotwitterEsporte e Saúde por Mônica Lima Falsarella

Quem sou eu

Sou profissional na área de estética e estudante de medicinas alternativas, ex: Acupuntura.

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